Informação, mídia eletrônica, memória e arte

As diversas tecnologias sempre atuaram como agentes produtores de mudanças nos processos de produção e consumo da informação. Das tábuas de argila à imprensa, da fotografia à televisão e às mídias digitais, a informação foi tornando-se imaterial, ganhando velocidade e transfigurando-se em espetáculo.
Com o avanço das redes e a democratização dos softwares de produção e divulgação de conteúdos digitais, o fluxo de informações tornou-se avalanche — um verdadeiro tsunami de dados em aumento exponencial, impossível de ser administrado, consumido e compreendido. Toda a informação já produzida pode ser digitalizada, mapeada e disponibilizada ad infinitum.
Se, por um lado, essa dinâmica sugere o compartilhamento do conhecimento universal entre memória orgânica e memória digital, por outro, parece estar na origem do temor pela instabilidade da memória e do esquecimento.
Neste artigo, discutiremos informação e memória a partir do trabalho de artistas contemporâneos que utilizam dados e informações produzidas ou divulgadas pela mídia como matéria-prima ou fundamento para suas obras. Finalizaremos apresentando uma obra de nossa autoria, objetivando ampliar a discussão sobre arte, tecnologia, informação e memória na sociedade contemporânea, a partir do emprego de imagens de acontecimentos marcantes divulgados repetidamente pelas diversas mídias.
Publicado no 14° Encontro Internacional de Arte e Tecnologia em 2015
Como citar:
KOSMINSKY, D.. Informação, mídia eletrônica, memória e arte. In: 14o Encontro Internacional de Arte e Tecnologia: #14.ART: Arte e Desenvolvimento Humano, 2015, Aveiro. 14o Encontro Internacional de Arte e Tecnologia: #14.ART: Arte e Desenvolvimento Humano. Aveiro: UA Editora, University of Aveiro, 2015. p. 381-383.